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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Pátria amada, Brasil!

Lábaro, o que ostentas estrelado?
O que diz o verde-louro de tua flâmula?
Onde está a paz? Cadê o progresso?

Glórias de um passado fictício,
lembranças de um tempo esquecido,
esperança agonizante de um futuro incerto;
estará tudo definitivamente perdido?

Democracia, palavra deturpada e enxovalhada,
que necessita urgentemente de uma ressignificação
para se tornar, enfim,
um sonho intenso, um raio vívido,
capaz de despertar esplendidamente o colossal infante
de seu sono entristecido.


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