Inominável
Uma floresta densa, escura, cheia de mistérios e perigos. Uma trilha estreita, tortuosa, que desfaz o juízo e dilacera a alma. Animais selvagens à espreita; clima inóspito, sem fogo nem abrigo. Lugar onde se entra, e apenas isso.
Entrego-me à volúpia que me chama,
como quem ergue preces proibidas,
ávido de novos prazeres,
de loucuras ainda sem nome.
Em teu seio, sinto arfar
a chama viva do meu desejo;
erguendo-se como cântico proibido
num templo consumido pela noite.
Ao toque da tua pele, incendeio-me;
tuas carícias elevam-me ao firmamento
onde arde somente o puro excesso.
Os vapores da luxúria
envolvem-me como névoa sagrada,
cegando-me, consumindo-me, guiando-me.
Fecho os olhos...
Será tudo um sonho?!
Ou já habito o mistério?
Versão revista em 2025.
A versão original (2015) segue abaixo.Voluptuosamente, me entrego,
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