Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Entrego-me à volúpia que me chama,
como quem ergue preces proibidas,
ávido de novos prazeres,
de loucuras ainda sem nome.
Em teu seio, sinto arfar
a chama viva do meu desejo;
erguendo-se como cântico proibido
num templo consumido pela noite.
Ao toque da tua pele, incendeio-me;
tuas carícias elevam-me ao firmamento
onde arde somente o puro excesso.
Os vapores da luxúria
envolvem-me como névoa sagrada,
cegando-me, consumindo-me, guiando-me.
Fecho os olhos...
Será tudo um sonho?!
Ou já habito o mistério?
Versão revista em 2025.
A versão original (2015) segue abaixo.Voluptuosamente, me entrego,
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