Idílio
sinto o teu toque delicado a tua pele macia e aquieto o sol apenas brilha não há canto de pássaros nem sinos tocando somente a tua mão na minha
Voltei a respirar,
a sentir perfumes
e sabores.
E tateio mais uma vez
a superfície empoeirada
de objetos cansados.
Percorro o caminho,
conhecido e pisado,
que antes me trilhou.
O ar continua respirável;
os sentidos, em dia;
o corpo, quase recuperado.
Alguma coisa mudou,
mas não sei ao certo o que foi.
Talvez algum mistério tenha sido revelado,
e eu não tenha percebido.
Ou tudo continua igual,
e eu, diferente,
mesmo sentindo
que sou
quem longamente
já fui.
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