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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Tentativas

Capricho no meu sorriso mais performático,
mas a selfie fica estranha.
Tento escrever um poema sincero,
e fica parecendo pieguice.
Procuro subir a montanha;
ah, não saio do sopé.

Falho continuamente,
vergonhosamente.

E, depois de algum tempo, tento de novo.




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