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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Ausência

Por que deixamos certas pessoas pelo caminho?
Por que não insistimos um pouco mais?
Por que não mandamos uma mensagem,
um “oi”?

Talvez sejamos egocentrados em demasia;
talvez aquela pessoa fosse tóxica demais;
talvez não houvesse muita conexão,
muitos pontos em comum;
talvez estivéssemos na correria,
com pouco tempo…

São tantos senões
para tão curta vida.

Amar requer tempo,
dedicação,
insistência
e teimosia
— mas essas não são, infelizmente,
as palavras de ordem do dia.




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