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Constatação

Eis-me aqui de novo, com meus versos de botequim, com minha arte chinfrim, fazendo uma rima assim: ruim. Não sou boêmio. Sou abstêmio. Talvez, se eu bebesse um pouco, ou muito, conseguiria viver sem Poesia. Não sei, só sei que sempre fui assim: perdido e ensimesmado. Canto porque canto, e bota desafinação nisso! Ué, todos já foram embora? Por que estão apagando a luz? Meu nome não é José, nem Raimundo, e não carrego em minhas mãos o sentimento do mundo. Sou o que fiz de mim mesmo, e isso não é humildade, muito menos autoelogio, ou depreciação.

Ausência

Por que deixamos certas pessoas pelo caminho?
Por que não insistimos um pouco mais?
Por que não mandamos uma mensagem,
um “oi”?

Talvez sejamos egocentrados em demasia;
talvez aquela pessoa fosse tóxica demais;
talvez não houvesse muita conexão,
muitos pontos em comum;
talvez estivéssemos na correria,
com pouco tempo…

São tantos senões
para tão curta vida.

Amar requer tempo,
dedicação,
insistência
e teimosia
— mas essas não são, infelizmente,
as palavras de ordem do dia.




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