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O Pomo de Ouro

Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.

Construção

Palavra por palavra,

tijolo por tijolo,

dia após dia,

vou construindo uma obra,

que não é prima,

longe disso,

mas é minha.


Não quero alcançar os píncaros da glória

ou a imortalidade,

pois reconheço minhas limitações 

e também sei que,

por mais que nos esforcemos,

a ação do tempo

reduzirá tudo a grãos de areia.


Encontrei na poesia a minha voz,

fiz do tempo, das tristezas e do cotidiano

a minha argila,

e com ela

moldei um vaso torto,

onde depositei minhas paixões e alegrias.


Enfim, fiz o que me era possível fazer,

com mais engenho do que arte,

com suor, devaneios e lágrimas,

revisitando memórias,

tateando sentimentos

e reinventando,

a todo momento,

não só a minha escrita,

mas também a minha vida.





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