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Momentos difíceis
Quase morri! Tá, isso é um tanto exagerado. Vamos reformular. Não cheguei perto de morrer literalmente, mas a simples possibilidade — à luz do que vivi — já foi o bastante para me assustar. Mas posso afirmar, sem hesitação, que algumas coisas morreram dentro de mim: certezas, inseguranças e, inclusive, muitos medos, pois o medo maior que temos já estava à espreita, rondando, se esgueirando sorrateiramente, sem que eu pudesse fazer nada. Pois bem, não morri, pelo menos não ainda, mesmo porque, caso contrário, não estaria agora escrevendo estas palavras. Se você me perguntar se eu aprendi alguma coisa com tudo isso, se me tornei uma pessoa melhor, mais sábia, daí eu não terei como lhe dar nenhuma resposta; só o tempo dirá. Talvez eu tenha aprendido uma ou outra coisinha, como, por exemplo, que estar saudável é muito melhor do que estar doente, que estar vivo é muito melhor do que a outra opção. Minha intenção não é fazer uma reflexão aprofundada sobre o tema, mas sim ter aqui uma conversa leve e, quem sabe, até com um toque de humor, lembrando sempre que quem ri por último, em tais circunstâncias, nunca somos nós. Acho que o mais importante é valorizarmos o tempo que ainda temos pela frente, apreciarmos com consciência tudo aquilo que ainda podemos desfrutar: uma boa refeição, os bons e velhos amigos, os bons momentos e, sobretudo, a nossa família, as nossas pessoas mais queridas, as mais amadas, aquelas que estão sempre com a gente. Nem tudo é complicado na vida, mas a gente faz, muitas vezes, questão de dificultar as coisas sem a menor necessidade. Gostaria de lhe dar conselhos melhores, com mais profundidade filosófica, com um estilo literário clássico e refinado, porém a vida talvez seja mais simples do que imaginamos. E, para ser sincero, já nem sei como terminar este texto… Talvez o melhor mesmo seja tomar outra xícara de café, se não for muito incômodo, é claro.

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