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Ígnea

Ígnea, era o seu nome. Nunca soube o porquê disso: não havia nela excesso, nem voz elevada, nem gestos. Cresceu no silêncio. Falava pouco, não por desdém, mas por cuidado. Diziam que era fria, quando, na verdade, era apenas alguém que se resguardava. Por fora, tudo era contido, ordenado, quase imóvel. Seu nome lhe parecia um erro, um equívoco sem graça, desses que ninguém mais corrige porque já passou tempo demais. Mas havia noites, raras, quase imperceptíveis, em que algo nela se movia. Um pensamento insistente, uma lembrança fugidia, um desejo sem forma. Nada que virasse incêndio. Apenas um brilho curto, íntimo, suficiente para lembrar que até a matéria mais quieta guarda, em segredo, o seu fogo.

instantâneo

inconsciente poético

Os lírios do campo já murcharam...

luta

ciclo

Ego

Sonho de Ícaro

escolhas

Andarilho

percepções

7 a 1, escalação e outros pormenores

releitura camoniana 1

releitura camoniana 2

pé ante pé

confissão

travessia

em busca do poema perfeito

Bilhete

Prisioneiro do Acaso

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