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Ígnea

Ígnea, era o seu nome. Nunca soube o porquê disso: não havia nela excesso, nem voz elevada, nem gestos. Cresceu no silêncio. Falava pouco, não por desdém, mas por cuidado. Diziam que era fria, quando, na verdade, era apenas alguém que se resguardava. Por fora, tudo era contido, ordenado, quase imóvel. Seu nome lhe parecia um erro, um equívoco sem graça, desses que ninguém mais corrige porque já passou tempo demais. Mas havia noites, raras, quase imperceptíveis, em que algo nela se movia. Um pensamento insistente, uma lembrança fugidia, um desejo sem forma. Nada que virasse incêndio. Apenas um brilho curto, íntimo, suficiente para lembrar que até a matéria mais quieta guarda, em segredo, o seu fogo.

Ousadia

copiosamente

Brilho distante...

Políticas do tédio

Vórtice

Nada de novo no front

Descrição

forever young...

“Foram coisas assim que o deixaram desse jeito”

Amanhã

Divinos Prados

fluorescência

Texto & Texturas

Fome

A Arte da Escrita

Releitura

Vestígios do Entardecer

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