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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Políticas do tédio

Ando tão enfastiado, tão à flor da pele,
que qualquer coisa me faz querer não pensar.
A politização de todas as coisas,
inclusive do entretenimento,
é de uma chatice sem tamanho.
Não há nada de novo no mundo digital,
nada de novo na sociedade lacradora.
“Genialidade por todos os lados!”
“Pessoas com grandes propósitos!”
Sensaboria que descamba em platitudes,
em voos de galinha. 


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