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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Amanhã

Como dizem, viver para lutar mais um dia. Atravessar desertos em busca de um rosto amigo. Viver na esperança de que algo esteja prestes a acontecer, algo provavelmente simples, mas que terá a força de mudar todo o nosso mundo. Talvez o surgimento de uma nova vida, de um novo tempo. Um sonho trazido pelo vento, murmurado pelas águas, abençoado pela chuva. Uma dádiva que amplie nossos horizontes, que nos faça reviver, que nos dê a força necessária para seguir sempre em frente.



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