Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Não sei se escrevo para me curar
ou se escrevo para me extinguir.
Se se trata de um vômito,
um jorro frenético,
ou de uma reorganização lenta,
gradual, de algo ainda indefinido.
Experiências, sentimentos, sensações,
sabores, cheiros e cores,
tudo transposto no papel.
Signos imperfeitos de vivências subjetivas,
de coisas impalpáveis e, provavelmente,
ainda não digeridas.
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