Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Vindos de mundos diferentes, tendo trajetórias opostas, eles agora orbitam a mesma estrela, buscam as mesmas respostas. Nesta dança gravitacional graciosa, querem se conhecer mutuamente. Juntos, sem pressa e sem afobação, veem apenas um horizonte: viver o hoje como dádiva; sabem instintivamente que o amanhã não lhes pertence.
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