Racionalmente,
desvendamos o mundo. Buscamos repostas para tudo. Criamos padrões, leis e
teorias. No entanto, não possuímos a noção exata do número de coisas que
desconhecemos, não sabemos, portanto, qual é ao certo o tamanho da nossa
ignorância. É claro que o “não saber” deve ser sempre um estímulo para o “saber
mais”. Porém, não podemos aspirar ao pleno conhecimento. É uma ilusão muito
atraente acreditar na infalibilidade racional do homem. A nossa pretensão
intelectual será sempre frustrada por dois simples fatos: primeiro, a vida é
curta; segundo, a nossa capacidade cognitiva é limitada. Em cada infinito
existe muitos outros infinitos. Toda resposta leva inevitavelmente a uma nova
pergunta.
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“Ninguém
pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não
se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou. Assim, tudo é
regido pela dialética, a tensão e o revezamento dos opostos. Portanto, o real é
sempre fruto da mudança, ou seja, do combate entre os contrários.” (Heráclito)
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