A nossa vã filosofia
Racionalmente, desvendamos o mundo: buscamos respostas para tudo, criamos padrões, leis e teorias. No entanto, não possuímos a noção exata do número de coisas que desconhecemos; não sabemos, portanto, o tamanho da nossa ignorância. É claro que o “não saber” deve ser sempre um estímulo para o “saber mais”. Porém, não podemos aspirar ao pleno conhecimento. É uma ilusão muito atraente acreditar na infalibilidade racional do homem. A nossa pretensão intelectual será sempre frustrada por dois simples fatos: primeiro, a vida é curta; segundo, a nossa capacidade cognitiva é limitada. Para cada infinito, existem muitos outros. Toda resposta leva inevitavelmente a uma nova pergunta.

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