Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Estranhos, eis o que somos uns para os outros. Tateando no escuro, procuramos algum apoio; não há nada à nossa frente. As horas se sucedem... Nas entrelinhas, nos recônditos refúgios, não encontramos nenhum mistério grandioso. O frio, o silêncio, o cansaço, a solidão, tudo nos aponta para uma mesma direção.
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