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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Não é por acaso que beleza rima com tristeza

Belo porque triste,
triste porque verdadeiro.
O ideal vem da incompletude.
O amor nasce do desencontro.
A esperança surge da falta de horizontes.


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