Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Sob o signo da melancolia, escrevo este triste poema: um poema sobre o nada, um poema no vazio, um poema sobre a vida, com versos que nada dizem, sem rimas e sem propósito. Enfim, escrevo algo insípido, frívolo, descartável e póstumo, como tudo o que existe de mais verdadeiro neste mundo.
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