Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Ruas desertas,
casas destruídas,
lixo, entulho e desolação.
Cães esfomeados,
esperança perdida,
caos, morte e destruição.
O que fazer quando tudo foi consumido?
Como recomeçar?
Quando sorrir parece um sacrilégio,
quando o luto é maior que tudo,
quando o normal nos parece estranho,
nestes tristes momentos,
como não naufragar?
É preciso ouvir o som do silêncio,
a voz muda que, dentro de cada um de nós, grita:
Continua! Continua!
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