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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do fenecer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

O Simulacro da Vida

fingir aquilo que não se sente
seguir todos os ditames sociais
ser exatamente aquilo que se espera
crer na própria mentira
aceitar o ledo engano
simular a própria existência
tornar-se uma cópia de si mesmo

Enfim, viver algo muito parecido com a vida.



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