Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Solidão

Hoje entrei em casa,
e ela estava vazia,
assim como eu.
Procurei por algo,
revirei as gavetas,
tirei todo o pó
e fui-me embora.
Não fazia mais sentido;
não havia mais nada lá.

Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…