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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Nobre Amor

1. Busquei em todos os lugares,
profanei todos os altares,
singrei todos os mares,
na esperança de te encontrar.
Amor, por que te escondes
atrás dos verdes montes?
Sei que estás na alegria que irradia
novo sol a cada dia
a nos abençoar!

2. Qual é o mistério escondido?
Por que tanto amor contido?
Ah, esse grito reprimido
que me impulsiona a te amar.
Procuro em tudo o sentido
do que tenho vivido,
para que na busca incessante
do meu passo errante
eu possa te contemplar!

3. Trago no peito um coração
cansado de tanta ilusão
e da vida sem canção.
Quero agora ser o compositor;
deixar pra trás a frustração
e cair em contemplação
diante da vossa grandeza
e da vossa realeza,
oh, nobre Amor!




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