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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Chuva

Cheiro de terra molhada,
na tênue luz do anoitecer,
impetuosos ventos a nos arrefecer.
Calmaria repentina,
um desaguar calmo e lento
a umedecer o solo seco dos corações.
Aos poucos, a água penetra fundo
tantas veredas e sertões.
Lentamente se infiltrando,
buscando o seu caminho,
sem pressa e sem objeções.

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