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O Pomo de Ouro

Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.

Encontro

Tal qual um explorador ou aventureiro,

adentro com minha tocha flamejante,

pouco a pouco, nos escondidos mistérios

da gruta obscura e improvável do teu ser.


Entre estalactites já sedimentadas,

vou percorrendo as fendas várias

e as fontes de águas borbulhantes

do teu agreste e selvagem ventre.


A luz tênue e sinuosa que me acompanha

nesta minha viagem rumo ao desconhecido

vai lenta, mas prontamente se extinguindo,

deixando-me só no breu de tuas entranhas.


E, ao me ver assim, solitário e abandonado,

é que te encontro, como num sonho, fiel e casta,

envolvendo-me em teus braços docemente,

revelando-me, na ardência dos teus beijos, o amor.




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