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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Crise

De um lado, o secularismo improfícuo de um ocidente desnorteado,
e, do outro, um ativismo beligerante e irracional.
Sentido – eis a questão essencial na contemporaneidade.
Na falta de um, novos caminhos inevitavelmente surgem:
- Abraçar velhas concepções ultrapassadas de mundo;
- Seguir as novas ilusões que se nos são impostas;
Ou, o que me parece mais razoável:
- Aceitar que não existe um roteiro ou plano predeterminado,
e seguir, potencializando o que temos de melhor,
um caminho sóbrio, sensato e, principalmente, autêntico.


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