Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Tudo isso e mais

Uma força incontida,
que não fica guardada.
Uma luz matutina,
que me queima a pele.
Uma sinfonia surda,
que me enlouquece.

És tudo isso e mais,
seja aqui ou nos roseirais.

Orvalho diante da beleza,
rocha contra as dificuldades,
abalo na melancolia,
noite fugaz que incendeia.

És isso e muito mais,
aqui ou em outros vendavais.

Delicadeza marginal,
silêncio que sussurra…
Letra e música,
prosa e poesia,
areia e mar,
uma composição
que desafina,
e desafia.

És isso e muito mais,
aqui onde me encontrais.






Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…