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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Antonius

Marco Antônio,
Antônio de Pádua,
Antônio Vieira…
São tantos os Antônios:
Francisco Lisboa,
Vivaldi,
Conselheiro,
Carlos Jobim,
Banderas,
Fagundes,
Hopkins…

Onde entrarás tu,
pequeno Antony,
neste mar de homônimos?

Antônio já foi general,
santo, pregador e escultor,
cantor e compositor,
líder, maestro e até ator.

Mas não te preocupes,
não te prendas ao passado;
encontrarás o próprio tom
no caminho a ser pisado.

Serás, dos Antônios,
o Antony
e escreverás,
do jeito que quiseres,
tua própria história.




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