Originada

Um poema novo

— mas como!? —

com palavras velhas e desgastadas.

Uma criação que não seja feita,

como tantas,

de substâncias reaproveitadas.

Um chão nunca antes pisado,

marcando o passo inaugural,

rumo a um mundo desconhecido.

Algo nunca proposto

ou enunciado.

Monumento em movimento,

incompreensível,

ao firmamento erguido.




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