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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Olívia

Óleos e bálsamos
derramam seus perfumes
em vasos cor de oliva.

Flores do campo
— oleandro, lavanda e lírios —
tecem um véu de ternura
para acolher tua chegada.

Olhares atentos ao mistério
contemplam o lume
de teus olhinhos recém-abertos.

E o Oleiro eterno,
que molda o barro e o destino,
proclama suavemente:
— O Amor te envolve, Olívia. —


***


Para Olívia,

que chegou como brisa suave

e iluminou tudo com sua pequena grande luz.

Que teus dias sejam sempre tocados

pelo mesmo amor que inspirou este poema.




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