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Teimosia

Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.

Ah, Poetisa!

Ah, Poetisa,
que, com seus versos sinceros,
me arranha a pele
e a vida;
que, com seu olhar,
me desnuda,
me vira do avesso;
que, com seu toque delicado,
com suas carícias,
me faz recomeço.

Por que me faz viver assim:
tão perto de você
e tão longe de mim?

Ah, Poetisa,
cada travessia ao seu lado
é uma descoberta geológica;
cada dia, uma estação;
e cada verso ritmado,
cada gesto de ternura,
um rio caudaloso
que me atravessa
e me arrasta ao mar sem fim
que é você.




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