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Perfeição

Estabilidade, controle, força; tudo no seu devido lugar, cada elemento em harmonia, sem nada que destoe. Arranha-céus, cidades projetadas; vidas exemplares, emoções em linha. Trem nos trilhos, roteiro revisado, ordem e certezas cristalizadas. E um pequeno, diminuto, e insignificante trinco coloca tudo abaixo.

Um olhar: “Devaneio e Poesia”

Sim. Eu tenho aquela mania irritante de insistir em poesia, mesmo que ninguém leia, mesmo que o poema fique melhor na intenção do que na finalização, mesmo que o tempo insista em apagar meus versos com sua força delicada e intransigente.

Sim, eu sou teimoso e não desisto. Muitas vezes, insistindo demais naquilo que não merecia tanto cuidado, ou que deveria ser deixado por prudência, de lado.

Sim, eu tenho sido ultimamente errático, inquieto e distante;
porém meus versos, insistentemente, me trazem de volta ao presente instante.

Fico sempre pensando quando é que um poema termina, se é que realmente termina. Depois de tantos retoques, correções e reviravoltas, ele pode estar fechado para mim, mas aberto e indefinido para quem o acolhe com carinho.



P.S.: 15 anos de poesia.

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