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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Descobertas

Tuva, tuvendo, tuvão

palavras aladas,

cheias de encanto,

vindas de um pequeno

que descobre a magia

de um mundo

com dobradiças,

botões, roldanas,

alavancas, válvulas,

interruptores 

e outras engrenagens.


Maravilhado

com novas palavras,

com seus sons e porquês.


Atento a tudo o que move: 

pássaros, formigas,

pirilampos e lagartixas;

a tudo o que brilha,

e ao que não brilha também,

como cores, espelhos, lanternas,

bolhinhas de sabão no céu,

chinelos, panelas e muitas pedrinhas.


Uma novidade diferente a cada passinho;

um catavento de imaginação e alegria.


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