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Amor & Sentido

Se eu não amasse tanto a vida, já teria partido sem destino, fincado minha bandeira no solo infértil da amargura, abandonado, de uma vez, toda e qualquer canção de amor. Ah, se eu não amasse, se de tudo eu duvidasse, quão mísera seria a minha existência, quão patéticos seriam os meus dias. Há algo de muito leve, transbordante, no ato de doar-se; sair de si mesmo é como abrir asas e voar, é descobrir o encanto ao redor. Doce pode ser a vida para além dos muros, grades e cercas de arame farpado que, sem perceber, edificamos para nos proteger.

Tergiversando

Às vezes, a gente fica mesmo muito emocionado,
sabe;
ou muito cansado, irritado,
até descontrolado;
outras vezes, contente demais
(o que chateia o vizinho);
ou triste, desesperançado…
Mas tudo isso passa,
e o que fica…
Bem, e o que fica!?

Muita gente vai embora.
E é impressionante o quanto dura o afeto incondicional.
O que me faz prestar atenção ao conta-gotas,
tão metódico,
e à torneira pingando
que esqueci de consertar.

Pondero sobre o que sobra
quando o cansaço domina
e não temos mais forças,
quando o pensamento se esgota
e o tempo desmorona.

Ando falando muito ultimamente,
eu que sou deveras contido
e casmurro.

Tenho tido muitos sonhos,
dormindo e acordado,
mas não me lembro de um sequer.

No supermercado, ontem mesmo,
encontrei uma promoção imperdível.
E perdi muito tempo tentando encontrar,
veja bem,
o lugar onde tinha,
desavisadamente,
estacionado o carro.




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