Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Contrastes

A vida é um tanto desconcertante:
Há o calor,
mas também o frio cortante.
Há a dor de barriga,
e também o laxante.
São muitos os contrastes.
Há o medroso e o valente,
o alegre e o descontente,
o germe e o desinfetante,
o fedor e o desodorante,
Amigos que nos adoram,
e os chatos que só amolam.
Há o amor e o desamor,
encontros e desencontros.
E, junto ao meu passo errante,
esta minha rima irritante!


Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…