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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Existencialismo

Existo, logo penso:
Sou o fruto dos meus atos!
– O que me define é aquilo que faço.
Tenho a liberdade de viver como quero,
de decidir sobre o que é certo ou errado.
A única coisa que respeito
é a minha própria consciência,
esta, sim, suprema, digna, sagrada.

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