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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Século XXI

Erigimos um mundo sobre premissas que, à luz deste novo amanhecer, se nos mostraram falsas e equivocadas. Precisamos urgentemente refazer o nosso caminho, procurar a senda perdida no tempo na qual nos desviamos e, com isso, poder reconstruir aquilo que, de fato, sempre foi nosso: a vida autêntica e autônoma, afugentando, de uma vez por todas, os fantasmas do passado que, ainda no início deste novo milênio, nos perseguem. Quem sabe assim, conseguiremos definitivamente edificar uma sociedade pautada em uma nova moral, em novos princípios e em novos relacionamentos. Uma sociedade forte, livre e verdadeiramente humana.


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