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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

A Leveza da Vida

Sinto, isso eu sei, mas o que sinto de fato não sei dizer. Na verdade, gostaria mesmo é de não sentir nada. O peso fatigante das horas pesa sobre mim, e o tédio da vida rotineira me faz querer desaparecer. Talvez não haja saída alguma. Quem sabe o tempo me dê algumas respostas. Ah, nada disso importa neste momento. Pensar reiteradamente nos fardos da vida nunca melhorou muito o meu ânimo; pelo contrário, isso sempre me deixou ainda mais angustiado. Melhor tentar ver o lado bom, ainda que muitas vezes improvável, de tudo aquilo que nos rodeia. A vida não é fácil para ninguém; há tantos sofrimentos e desencontros, tantos males e aflições; o melhor que podemos fazer, então, é viver com sabedoria e serenidade, deixando toda carga desnecessária para trás. A vida pode, sim, ser mais leve; basta a gente querer, querer e lutar, é claro, dia após dia, incansavelmente.



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