Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Sentimentos e Devaneios

Eu te vejo tão raramente, mas, mesmo assim, em sentimento, tenho-te sempre aqui comigo. Numa noite estrelada, penso em ti. Faça chuva, faça sol, penso em ti. Penso, mas sem racionalizar, sem fazer disso um ato automático e dirigido. Penso, pois, sentindo, e sinto sem pensar. Perco-me em devaneios, mergulho em sonhos apressados, e depois, buscando encontrar-me, vejo-te novamente vindo ao meu encontro.




Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…