Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Não sou uma pitonisa, não tenho uma bola de cristal, mas também nem acho que seja preciso, para quem possui um mínimo de discernimento, nenhum dom especial para prever o óbvio: que os teus olhos dizem tudo, que neles me afogo, me perco, me reencontro. Ah, o amanhã... Só quero saber daquilo que sei hoje, daquilo que posso hoje viver e fazer, tudo o mais é tempo perdido, sonho ainda não sonhado, vida por haver.
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