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Presença

Ainda posso sentir na pele as suas palavras, o eco subterrâneo que me atravessou, passos apressados no horizonte. Horizonte indefinido, presença incorpórea, partículas de poeira na luz tênue da manhã. Amanhecer lento, desnudo e imperioso. Respiro fundo. Na superfície, as marcas. O contorno exato daquilo que não ficou.

Presciência

Não sou uma pitonisa,
não tenho uma bola de cristal,
mas também nem acho que seja preciso,
para quem possui um mínimo de discernimento,
nenhum dom especial para prever o óbvio:
que os teus olhos dizem tudo,
que neles me afogo, me perco, me reencontro.
Ah, o amanhã...
Só quero saber daquilo que sei hoje,
daquilo que posso hoje viver e fazer,
tudo o mais é tempo perdido,
sonho ainda não sonhado,
vida por haver.





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