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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

O prazer da leitura

Leio, mas não leio só por ler, como um prazer ensimesmado ou como fuga de uma realidade desagradável; leio para sonhar melhor, para ultrapassar os limites da estratosfera, para atingir profundezas abissais. Leio sobretudo para ampliar os meus horizontes, para aprender com vivências, reais ou imaginárias, que provavelmente nunca terei a oportunidade de viver, e para poder voltar mais sóbrio e lúcido ao convívio com os meus semelhantes. Leio porque ler faz bem à minha alma e ao meu intelecto, porque conheço mundos outros e realidades inimagináveis através da leitura. Leio sem vergonha, leio sem medo, leio as entrelinhas, leio o pretexto e o contexto… Leio porque assim conheço melhor a mim mesmo. Leio porque quero. Leio porque gosto.



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