Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Escrito nas estrelas

Mergulho no céu estrelado
e divago sobre mundos desconhecidos,
sobre outras formas de vida
que também sofrem por amor.
Escolho uma estrela,
penso que você ali está,
perto e longe,
esperando por mim,
suspirando,
olhando também para uma estrela no céu,
e eu, pobre ser deste planeta distante,
por minha vez, sonho em ser tudo aquilo que você precisa.
Anos-luz... Brilho póstumo…
A distância colossal que nos separa não é nada;
em algum lugar do tempo, eu estou sempre ao seu lado.



Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…