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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Luz e Vida

Converso com as estrelas,
tento entrar em contato com o Todo,
com tudo aquilo que existe,
até comigo mesma.

Busco a quintessência da vida,
o mistério oculto do ser,
a bondade que perpassa cada ser vivo.
Contemplo a natureza
e sussurro o nome dos passarinhos.
Ouço o murmúrio do vento
e me perco em devaneios e sonhos.

Sei que não sou nada,
sei que sou brisa que passa,
mas mesmo assim brilho,
brilho com intensidade;
quero ser farol, luz, vida.



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