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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Imprecisão

Não consigo encontrar a palavra exata,
perfeita, única,
que contenha em si todos os significados,
que expresse o inexprimível,
que resuma tudo o que sinto agora.

Mergulho no silêncio;
medito sobre os limites da linguagem.

Nada do que eu diga ou escreva
fará alguma diferença neste momento.
Os meus olhos, o meu corpo, os meus gestos
falam por si sós,
e você compreende tão rapidamente
cada mínimo detalhe!
Sem trocarmos uma única palavra,
alcançamos juntos
outro nível de compreensão.



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