Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Quero tratar-te bem, ó Língua Mãe, respeitando as tuas regências, concordando com as tuas concordâncias. És minha pátria, mátria; és minha vida, escrita e falada, és, no entanto, apenas uma e, ao mesmo tempo, tantas! Diversa e única! Misto de sonoridades, representações e significados! Pontuas a minha história, adjetivas o meu viver; não sei o que faria sem ti, por certo, me perderia num mar de silêncio e caos. Não posso negar também que, muitas vezes, és crase no meu caminho, conjugação difícil e infensa, mas vou, persistente que sou, a cada dia conhecendo um pouquinho mais de ti. E não quero mais continuar te chamando de TU, daqui pra frente é só VOCÊ!
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