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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Língua Portuguesa

Quero tratar-te bem, ó Língua Mãe,
respeitando as tuas regências,
concordando com as tuas concordâncias.
És minha pátria, mátria, és minha vida escrita e falada,
és, no entanto, apenas uma e, ao mesmo tempo, tantas!
Diversa e única! Misto de sonoridades, representações e significados!
Pontuas a minha história,
adjetivas o meu viver;
não sei o que faria sem ti,
por certo, me perderia em um mar de silêncio e caos.
Não posso negar também que, muitas vezes, és crase no meu caminho,
conjugação difícil e infensa,
mas vou, persistente que sou,
a cada dia conhecendo um pouquinho mais de ti.
E não quero mais continuar te chamando de TU,
daqui pra frente é só VOCÊ! 


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