Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Pequenas coisas que fazem toda a diferença

Tudo o que poderia ter dado errado deu errado!

Sabe aqueles dias em que a gente preferiria nem ter saído da cama?

Bem, hoje foi um desses dias.

Atrasos, problemas, palavras amargas...

Estupidez, descaso, descontrole...

O importante é que já são 5 horas – fim de expediente.

Ainda com muita irritação, corro para chegar logo em casa.

No caminho, enquanto espero pelo sinal verde do semáforo,

vejo uma mãe segurando o filho pequeno pela mão;

penso então em outras épocas,

passadas e futuras,

em que o mundo me parece outro.

Tantos universos, tantas vidas e histórias!

Entro em casa e, ao vê-la pequena e sorridente,

já não me preocupo mais com nada;

tudo me parece tão pequeno, tão distante,

sendo que o meu coração agora está tão cheio!



Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…