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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Os sonhos mais lindos...

Você tem o poder de fascinar as pessoas;

eu sei que cada um tem o seu encanto próprio,

mas alguns brilham com mais intensidade,

e esse é o seu caso;

você é um machado quebrando o tédio,

um golpe fatal na mesmice.

Assim como a lua, você tem fases também;

dias em que tudo lhe parece mágico,

dias em que... sai de baixo!

E eu, mero espectador e fã de longa data,

observo cada nuance com profundo deslumbramento.



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