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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Breve nota sobre uma angústia passageira

A cada dia que passa, eu descubro algo novo em você. Trata-se de uma aventura que nunca termina, pois você está sempre em constante mutação. Você me fala, muitas vezes, de coisas que não compreendo, de coisas de que não consigo mais me lembrar. Foram tantas conversas, tantos debates, divergências e, claro, convergências. E ainda há muito o que ser dito. Espero que tenhamos tempo. Dói-me muito saber que um dia você não estará mais aqui; eu também não, mas não quero pensar nisso agora. Um dia por vez. Vamos apreciar o que temos. Tudo passa tão rápido.



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