Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Já caiu o último grão de areia da ampulheta,
e a profecia não se realizou,
o lacre não foi rompido,
a palavra certa não foi dita,
tudo, em suma, ficou pelo caminho.
Não há mais como voltar atrás;
sem segundas chances,
sem nenhum botão de reiniciar.
Lágrimas e remorsos de nada adiantam.
Confesso: gastei toda a minha energia em futilidades!
Porém, para além do passado petrificado,
ainda tenho comigo o maleável e acessível
presente.
Em minhas mãos está a oportunidade de fazer,
a partir de hoje, a partir deste exato momento,
algo totalmente diferente.
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