Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Amizade e Gratidão

Num acaso divino, total e inexplicável, quando estou com vocês, sinto-me plenamente em casa. Ontem, eu sabia que o meu corpo não aguentaria por muito mais tempo; eu precisava muito de uma boa noite de sono, mas a minha maior vontade era a de ficar mais um pouco com vocês. Já tive vários amigos, alguns até bem próximos, mas foram poucos os que conseguiram amenizar a solidão que continuamente sinto. Encontrar pessoas com quem possamos nos conectar de forma genuína e sincera não é uma tarefa fácil hoje em dia. Acredito que as verdadeiras amizades são raras, especiais inclusive. Somos todos seres imperfeitos, pois todos nós temos as nossas falhas, muitas delas bem pouco agradáveis. Apesar de todas as limitações, acredito que podemos, se quisermos, fazer do nosso árido caminho neste mundo algo mais leve e agradável; só precisamos que as pessoas certas estejam ao nosso lado.



Comentários

Compartilhe:

Sugestões para você

Carregando…