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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Imaginação

Dinossauros no jardim
Múmia debaixo da cama
Rios de chocolate
Luas de diamante
Lucíola no céu
Viajantes do tempo
Insetos gigantes
Robôs entediados
Crescente fértil
Olhos atentos a tudo
Aprendizagens


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