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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Desassossego

Ontem, depois que nos despedimos, não consegui parar de pensar em você, de relembrar, uma a uma, cada palavra dita, cada expressão facial, cada gesto. Tudo me parece agora tão óbvio, mas, ao mesmo tempo, tão difícil de ser interpretado. Tento chegar a uma conclusão; só encontro desassossego. Paro um pouco. Respiro fundo. Penso na inconsciência e na inconsistência da vida e acabo dirigindo, sem querer, o meu pensamento outra vez até você; o seu cheiro, a sua voz, toda a vivacidade que flui através da sua pele, dos seus olhos, da sua alma. Quero cantar em prosa e verso aquilo que sinto, quero o encanto e a alegria de um próximo encontro.



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