Teimosia
Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Ontem, depois que nos despedimos, não consegui parar de pensar em você, de relembrar, uma a uma, cada palavra dita, cada expressão facial, cada gesto. Tudo me parece agora tão óbvio, mas, ao mesmo tempo, tão difícil de ser interpretado. Tento chegar a uma conclusão; só encontro desassossego. Paro um pouco. Respiro fundo. Penso na inconsciência e na inconsistência da vida e acabo dirigindo, sem querer, o meu pensamento outra vez até você; o seu cheiro, a sua voz, toda a vivacidade que flui através da sua pele, dos seus olhos, da sua alma. Quero cantar em prosa e verso aquilo que sinto, quero o encanto e a alegria de um próximo encontro.
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